Curiosa criatura esse Fernando Pessoa... Começando logo pela sua infância com o seu amigo imaginário! Cada vez que partia uma jarra à mãe ou fazia xixi na cama ''Não fui eu, foi o Chevalier de Pas!'' Há que saber, no meio da esquizofrenia ter uma pontinha de inteligencia...
Já depois em adulto aparecem-lhe na mente (atenção, ele não é maluco!) uns personagens que tomam conta dele, fazem-no agir como pessoas diferentes, até muda a sua letra! Isso já uma esquizofrenia mais avançadita... Coitado do rapaz, nessa altura não haviam comprimidos... Ou se calhar o mal era mesmo o oposto! Por haverem uns certos ''comprimidos'' (também já lhe ouvi chamar muita coisa) que o fez alucinar.
Mas isto não se resume a estupefacientes, esquizofrenia ou personalidades múltiplas... Era um bocado mais complexo. Fernando Pessoa conforme o seu estado de humor mandava as culpas de acções disparatadas para as suas múltiplas personagens e para cada acção tinha a sua personagem predefinida:
Álvaro de campos não gostava de mulheres... Mas também não era paneleiro: era máquinosexual, tal como podemos comprovar:
“Rasgar-me todo,
abrir-me completamente,
tornar-me passento
A todos os perfumes de óleos e calores e carvões...”
Já Ricardo Reis é um monárquico, que viveu no Brasil... Estas informações são só para disfarçar, na verdade, a única que interessa é que ele é médico pois cada vez que Pessoa escreve com uma grande bebedeira e a letra sai toda mal diz
''Fui possuído por Ricardo Reis! Vocês sabem que médico que é médico tem letra ilegível!''
Por último, e para situações em que Pessoa tem de ir à mercearia com pressa e não tem tempo de se vestir decentemente diz-se na presença de Alberto Caeiro, o guardador de rebanhos (pois todos sabem que os guardadores de rebanho não precisam de andar apresentáveis). Até para situações em que manda arrotos à mesa (aiai, essa gentinha rude dos campos!) ou mais embaraçosas como ser visto a arrumar carros para comprar um cigarrinho este podia dizer ''Nããão, pá! Não era eu, é óbvio que quando me viste, era o Alberto Caeiro... Ele estava a ''guardar rebanhos'' sabes, lá no campo não há oftalmologista... Deve ter visto mal, pensava que eram as ovelhinhas.. Coitado!''
Fernando Pessoa...
Um bigodinhos,
Um poeta,
Um génio... NAAH!
É um cobardolas que manda as suas culpas para os outros!
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